
de 08 de setembro de 2004*
12 Janeiro, 2008As noites são o pior. À luz do dia há coisas para a gente olhar. No escuro, porém, só há recordação.
As dores parecem mais reais à noite, quando as lágrimas vêm silenciosas, simples, sem explicações e sem ressentimentos. No breu, você não consegue diferenciar sonho de realidade, dor de sonho. Você apenas deixa que o choro lave seu rosto, as cicatrizes abrindo novamente. Você nem sempre sabe os motivos do pranto, mas o seu coração sabe. E, por algum motivo, uma vez na vida, isso basta.
Mas nem sempre durante o dia as coisas são melhores. Sim, há a distração, as cores, as formas. Porém, também há um tipo estranho de auto-obrigação de se sentir melhor. E não há nada pior do que tentar melhoras por obrigação. Você olha em volta e vê tudo seguindo seu curso naturalmente, totalmente alheio ao sofrimento e à dor que toma seu coração.
Você tenta acompanhar o ritmo, fingir que tudo continua o mesmo, que você não mudou. Em vão. Ainda há uma parte em você que chora, mesmo sob a luz do sol, mesmo cercado de sons que mostram que as outras pessoas estão bem.
você não tem ideia de o quanto isso faz sentido nesse momento.
cry at night and pretend you’re okay in the next day.
e ainda assim, o sofrimento é impossível de mensurar.
It couldn’t be more true.