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Zorro

6 janeiro, 2008

Uma das coisas que mais desperta a minha atenção numa estante de livraria é a capa. Mesmo que não conhecesse Bernard Cornwell de Crônicas de Artur, Busca do Graal e Aventuras de Sharpe, a capa prateada maravilhosa de O último reino teria me atraído. Muita gente reclamou da diagramação, da cor de fundo, das imagens escolhidas…. Eu adorei. Mas Cornwell ganha outro post depois. Voltemos às capas.

Em abril ou maio do ano passado (nossa, 2007 já é passado) vi Zorro em uma das minhas visitas semanais à Saraiva. Já conhecia Isabel Allende de A Casa dos Espíritos, mas não sou uma fã compulsiva do gênero capa-e-espada, e deixei para outra hora (confesso que o preço de mais de R$50,00 , àquela altura, também foi um fator decisivo).

 Em julho, na viagem que fiz à Argentina, encontrei uma edição americana por cerca de R$12,00 (o que apenas lembra o como eu sou decepcionada com o preço de livros nesse país). Mais uma vez, a capa foi fundalmental. Vendo agora, acho a capa brasileira muito bonita, mas acho que a americana, com o fundo branco, dá um destaque muito maior ao personagem.

Só agora, no finalzinho de 2007, comecei a ler o livro – que ainda não acabei. A história começa em 1790, antes mesmo de Diego de la Vega nascer: Allende começa a narrativa pelo relato de como os pais do futuro herói mascarado se conhecem. É no encontro entre o mundo místico indígena e as regras da sociedade espanhola que Diego passa sua infância, seguido por seu fiel amigo e irmão de leite, o índio Bernardo.

Da Alta California, os dois viajam para Barcelona, onde os contornos de Zorro começam a se tornar cada vez mais nítidos. Cheio de virtudes, sem dúvida, mas também repleto de defeitos. Talvez esse seja o ponto melhor explorado pela autora (pelo menos até agora): as nuances da personalidade do protagonista, que não deixa de ser um homem humano só porque é um herói. Tudo isso contado por um narrador em primeira pessoa que ainda não se revelou (e já passei da metade do livro).

Não sou uma boa crítica de livros. Ou de filmes. Mesmo sem querer, acabo deixando alguma coisa escapar e estrago alguma surpresa. Por isso, vou parar por aqui. Mas antes vou dizer uma coisa: os cinqüenta reais valem a pena! Allende consegue sempre, de uma forma ou de outra, colocar um tom mágico em sua narrativa, e sempre genialmente.

4 comentários

  1. pois bem, vamos lá (:
    a Julie voltou para os blogs!

    Curti muito a análise do Zorro, deu vontade de ler. Tem até um livro da Isabel Allende na biblioteca do Instituto, me deu até vontade de ler.

    Prometo faze-lo quando terminar com o Márquez. Bem vinda de volta!


  2. Eu conheço Isabel Allende por causa de um livro dela chamado ‘Paula’ (coincidência? não! imagina), que é muito bonito também e não faz o gênero capa+espada que ela segue.

    Mas eu já passei por zorro milhares de vezes na loja, sempre o pego mas nunca comprei.
    Quem sabe agora?

    Pego quando terminar (finalmente) o Rei do Inverno.


  3. Zorro. Eu quero muito ler… E vou lê-lo. Um dia.

    Too many books, too little time…


  4. o Rafa já falou de você pra mim e agora me mostrou seu blog dizendo que eu poderia gostar dele.

    ele acertou e você tem uma leitora a mais agora (:



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