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daydreaming at midnight

22 janeiro, 2008

Existe algo estranho dentro de cada um de nós que, quando acorda, parece prestes a engolir o mundo. O monstro verde da inveja, ou o vermelho da raiva, ou o amarelo da apatia, não importa. O que importa é a sensação de que aquele último passo antes do abismo do eu-desconhecido será dado por algo que você desconhece mas que atende pelo mesmíssimo nome que você.

Essa é a hora de parar. Respirar fundo. Abrir fotos antigas e reler cartas ultrapassadas que marcaram um momento que pode não voltar, mas que com certeza deixou rastros indeléveis porque estão em você. É hora de dar um passo atrás, por mais que seja necessária toda a sua força. Olhar para trás e olhar em volta. Ver que a felicidade não está perdida, mas apenas escondida em um sorriso surpreendente, em um rosto distante, em uma janela do mensageiro instantâneo.

É hora de sorrir novamente, mesmo no meio da tempestade. Porque ela, um dia, passa. E você continua aqui. Assim como eu.

(vergonhosamente roubado de mim mesma)

2 comentários

  1. – acho esse maravilhoso, a bem de verdade.

    sem mais;


  2. Escolha do título perfeita. Não sei se foi proposital ou se realmente você estava daydreaming at midnight, mas adorei.
    E adorei os “rastros indeléveis” huahauhaua.



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