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A bola, você e eu

31 janeiro, 2008

Roberto da Matta diz que a bola corre mais que os homens. A bola e, obviamente, a vida.

 Como em um jogo de futebol que não acontece mais, a bola corre, correm os jogadores atrás e os dribles – hoje resumidos a carrinhos mal dados e entradas desajeitadas – desviam a atenção para as pernas de um só homem. Mas o importante é aquela esfera – antigamente branca-e-preta, com uns 70 centímetros de diâmetro – que  engana,  corre,  escapole.

E assim somos nós. Eu e você. Tentamos acompanhar nossas próprias vidas com o máximo de atenção de que dispomos. Algo, no entanto, – um pequeno seixo perdido na grama, um jogador inesperado, – uma mínima virada, faz com que nossa bola fuja e vá para uma outra direção.

Sofremos alguns dribles que nos machucam. Perder alguém querido, ter um objetivo quase atingido escorrendo por entre os dedos, ver um suposto amigo mostrar a verdadeira face. São jogadas forçadas que nos fazem perceber que o jogo, seja ele qual for, tem regras tacitamente conhecidas cujas conseqüências podem nos machucar.

Por outro lado, alguns dribles colocam a bola novamente em nossos pés, ainda que não necessariamente sob nosso total controle. Afinal, uma esfera é sempre uma esfera e, enquanto tal, instável. Mesmo assim, existe a sensação de que algo bom está na próxima esquina, à espera.

 Run, baby, run…

3 comentários

  1. Gostei do simbolismo dos dribles. Vou colocar no meu orkut rs.


  2. sumidona.


  3. Adorei tanto que vim implorar pra você postar mais.



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