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(um pouco) de melancolia numa (nada) chuvosa noite

19 dezembro, 2009

Há quatro anos, eu saía do colégio. Foi uma experiência marcante, sem dúvida alguma. A faculdade parecia algo completamente estranho e incontrolável, um lugar que abria sua boca para engolir todos nós, sem piedade.

Estranho. Lembro disso na mesma época em que minha companheira mais fiel ao longo de toda a graduação está se formando. Pensei que fosse passar pela mesma sensação de quando me graduei no colégio – de estar perdendo algo, uma parte de mim. Mas não é assim.

Em parte, porque a faculdade é bem diferente do colégio. Em parte, porque sabia, quando saí do colégio, que perderia contato com muitas daquelas pessoas, mesmo com aquelas de quem gostava. Em parte, porque só aprendi no final do colégio o que eu realmente queria ser. E, quando entrei para a faculdade, era uma Juliana diferente da que tinha começado o Ensino Médio.

Cresci. E posso ver isso além das fotos, que me mostram agora um rosto (um pouco) menos bochechudo. Posso sentir isso. Mesmo nos momentos mais intimidantes. Mesmo nas horas mais confusas.

Estou crescendo. Sinto isso a cada dia que passa, a cada dia que acordo sabendo que sei menos, a cada passo que dou.

Continuo a mesma. Fazendo várias das mesmas besteiras de antigamente. Inovando, fazendo besteiras cada vez mais inventivas. Fazendo malabarismo verbal para dizer o que quero sem falar o que não querem ouvir.

Algumas das certezas daquela época continuam. Outras (muitas) ruíram pelo caminho. O que não é nem um pouco ruim.

Na verdade, acho que não é nada ruim mesmo.

2 comentários

  1. É bom assistir você chegar até aqui.

    Mesmo.

    Continuamos aí, ju-girl. O tempo passa mas a gente não (x


  2. O tempo passa, mas a gente não.

    Afinal de contas, não é como se nós fossemos nos livrar de “nós” tão fácil.

    Nós mudamos cabelos, roupas, unhas, livros, filmes, namorados e outros amigos. Mantemos hábitos, perdemos manias, criamos histórias e deletamos memórias.

    No final de tudo, crescemos e continuamos aqui, rindo, de nostalgias do passado e de cores de cabelo que não conseguimos repetir.



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