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em branco

2 setembro, 2010

Eu ando pela cidade sem saber aonde ir. Parece que todos os lugares me chamam, mas com a sua voz. Tudo aqui me fala de você, me lembra de você, me chama para você. Talvez porque você tenha me ensinado a olhar tudo isso de um jeito diferente. Talvez porque tudo isso só faça sentido com você.

Então, sem querer, acabo esbarrando naquele bar, naquela loja de doces, naquela padaria… Acabo esbarrando na nossa vida, na nossa história, que tento tanto fazer minha, mas que insiste em ser sua também. Fecho os olhos, mas o cheiro também é o seu. Cheiro de tarde ensolarada, de croissant de chocolate, de livro novo.

Ficar em casa não me ajuda em nada. Tudo aqui é você. O abridor de vinho que sempre uso, o quadro de arte moderna que eu nunca vou entender. Por que eu não tirei isso da parede ainda? Por que eu deixei que você pendurasse isso? Se eu tirar, tudo que fica é uma parede branca, com um furo no meio.

Queria que você estivesse aqui. Do meu lado. No meu mundo.

Sem você, eu fico em branco.

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